Imagem é a forma como somos percebidos e autoimagem é a maneira pela qual nos percebemos.
Está ai uma coisa que não podemos controlar, a forma como as pessoas nos percebem, mas podemos controlar a forma que nos apresentamos para o mundo.
Tudo o que somos, fazemos, dizemos e vi¬vemos, comunica e constrói impressões ao nos¬so redor. Nós, em sua maioria, estamos preocupados com o que pensam ao nosso respei¬to, com a crítica alheia, etc… Mas como não temos controle sobre a percepção do outro, preocupar-se com isso é perda de tempo e energia, não acham? Mas não é fácil não se importar, por mais que você diga o contrário.
Por isso eu penso, será que nos comportamos de acor¬do com os objetivos, princípios e propósitos que temos?
Por exemplo, alguém que se diz muito preocu¬pado com o meio ambiente não pode se permitir à incoerência de produzir lixo excessivo ou consumir produtos danosos para a natureza.
Claro que isso não significa que tenhamos de ser modelos perfeitos, e nem somos perfeitos, mas precisamos ser modelos de nossas próprias escolhas, escolhendo nossas atitudes e valores que pregamos.
Até podemos errar por métodos, mas não por in¬coerências. Não é o erro que é um problema, mas a incongruência, o desajuste entre palavra e ação ou, pior ainda, a hipocrisia. O mundo está cheio de gente falsa, que fala uma coisa e faz outra.
Errar faz parte do processo do viver, porque sempre que tentamos queremos acertar, mas a realidade é que algumas falharão, pois é isto que nos permite desenvolver saídas mais adequadas para alcançar os objetivos.
Mahatma Gandhi disse: “Seja a mudança que quer ver no mundo”. Simples, mas nada fácil, pois é preciso uma transformação de dentro para fora. E é ai onde está à essência humana e o auto conhecimento. Tarefa essa que vamos levar até morrer…
Certamente que quando conseguimos alinhar a nos¬sa autoimagem à imagem que as pessoas tem de nós. Tudo seria mais fácil, mas oh.. tarefa difícil, porque a todo o tempo somos julgados e julgamos dentro de uma concepção íntima e baseando-se em fatores externos.
Isso não significa que devemos ficar reféns da avaliação alheia. Mas basear nossas atitudes e ações, dentro de uma concepção que acreditamos de verdade.
Negócio difícil esse de ouvir o outro. Um exemplo? Sempre peço suco sem gelo nos restaurantes em que vou e 50% deles sempre vêm gelado. Nem os garçons escutam. Muito engraçado, em plena era da comunicação ninguém se ouve, nem se entende.
Já aceitamos afirmar que a comunicação é o quarto poder, mas atualmente posso dizer que é o primeiro, mas para entendermos melhor esse mundo tão misterioso da comunicação precisamos analisar mais profundamente essa realidade para compreendermos um pouco mais de sua significação.
Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40 graus, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Metade deste povaréu sofre de DOR DE COTOVELO. Alguns com dores recentes, outros trazem uma dor de estimação, aquela que você carrega pra sempre.