Cazuza já dizia: Suas ideias correspondem aos fatos?
Entre a data do nosso nascimento e a desconhecida data da nossa morte, acredito estar no meio do percurso pelo menos, seguimos nossas vidas nos anunciando bons partidos, falando de nossas façanhas, abusando da retórica para que ela suma com nossos defeitos.
Ora, eu meu pergunto, quem sou eu? Sou do bem, sou honesta, sou perseverante, sou bem-humorada, sou aberta – não costumamos economizar atributos quando se trata da nossa própria descrição.
Do que gosto? De coisas belas?
No que acredito? Em dias melhores?
O que desejo? A paz mundial?
Enquanto isso, o demoniozinho dentro do meu estômago se revira e faz cara de nojo. Alguém pode ser tão imaculada assim?
Não peço que ninguém saia por ai explanando todos os seus defeitos. Afinal, queremos sempre o belo. Mas experimente falar a verdade sobre eles abertamente para si e para as pessoas próximas. Seria uma forma de aceita-los e quem sabe muda-los ou não muda-los por que não? Permaneça com seus defeitos até a velhice. A essa idade relevamos tudo mesmo.
Na verdade nada disso adianta, por que para saber quem realmente somos, basta observamos o que fizemos de nossas vidas. Os fatos revelam tudo, as atitudes confirmam. Quem é você? Do que gosta? Em que acredita? O que deseja? Como vê seu futuro? Dia e noite somos questionados, e as respostas costumam ser inteligentes, espirituosas e decentes. Por que?
Os fatos revelam tudo, as atitudes confirmam. O que você diz – com todo o respeito – é apenas o que você diz. Mas o que você faz, como leva sua vida, a que conduta segue, é o que contabilizará em sua conta final para definir seu caráter.
Ao final de tudo isso, podemos maquiar algumas respostas ou podemos silenciar sobre o que não queremos que venha à tona. Inútil. A soma de todos os nossos dias é o que assinará nosso inventário.
De novo: o que a gente diz é apenas o que a gente diz. Lá no finalzinho, a vida que construímos é que se revelará o mais eficiente detector de nossas mentiras.
Tags: Futuro Vida Caráter Quem é você? Quem sou eu? Pensar Mudança
06/10/2009 às 11:48
Belo texto, Amiga!!!
No final o que sobra é a soma…
Meu adorável e admirável Charles Chaplin disse certa vez: “Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui, o verdadeiro valor do homem é o seu caráter, suas idéias e a nobreza dos seus ideais…” Adoro esse cara!!! Adoro você!!!
Bjks,
07/10/2009 às 13:05
Fernando Pessoa dizia: Só tenho duas datas. A do meu nascimento e o da minha morte. Entre uma e outra todos os dias são meus.
Um beijo.
08/10/2009 às 17:16
Bela,
tem um ditado que diz que ninguém pode mentir para todos o tempo todo.
Eu, acima de qualquer coisa prefiro sempre a verdade, mas como vc mesmo disse maravilhosamente.
A nosso passado, as nossas atitudes é que vão determinar nosso caráter.
bj grande
10/10/2009 às 1:39
Gosto daquele comercial que diz que ‘as perguntas é que movimentam o mundo’. E é verdade. Tudo é muito subjetivo, e pasme, até as boas ações! Tudo depende do lado em que se está. E seja qual for o lado, que seja sempre o lado do bem…(os dos que se dão bem! hahahaha)
Beijocas e saudade.
ps.: cadê o nosso café?
Adriana
12/10/2009 às 6:29
Realmente, é como a gente pode dizer:” faça o que eu digo, não o que eu faço”. eu prefiro indicar como as pessoas deveriam agir, mas sei que posso fazer algo totalmente diferente, sendo certo ou não, mas é algo que eu estou fazendo, porém..por uma questão de ética, indico a melhor maneira que ela viva.
Ah, quero que você venha a PE para passearmos o quanto antes!
Um beijão nessa linda
13/10/2009 às 17:46
Pois é amiga…
Este seu texto revela minhas questões não respondidas diariamente. São as perguntas sem respostas que nos fazemos, para tentar nos entender, nos aceitar e até justificar porque somos assim. Espero um dia poder encontrar as minhas. E que eu não me surpreenda com o que vou ver, rsrsrs
Beijos mil
15/10/2009 às 14:11
Vixe! Depois dessa análise inquisidora textual vou sair de dentro de mim e me observar seriamente, de fora, pra ver se concluo como sou…ou não sou.
Se ‘não sou’ não volto mais… eu hein!
Beijão